PCH Paracambi prepara desvio do Ribeirão das Lajes

Operação é uma das principais etapas da construção da hidrelétrica na Baixada Fluminense, que terá capacidade instalada de 25 MW

Uma das principais etapas das obras da PCH Paracambi acontecerá a partir do dia 16 de maio: o curso natural do Ribeirão das Lajes será desviado num trecho de aproximadamente 200 metros. O projeto foi apresentado e aprovado na Câmara Técnica de Estudos e Projetos do Comitê das Bacias Hidrográficas Guandu e um dos principais compromissos é manter a vazão mínima de 120 metros cúbicos por segundo ao longo do Ribeirão das Lajes, em conformidade com a Resolução da Agência Nacional de Águas – ANA-0211/2003.

Até o momento, as obras da hidrelétrica foram executadas na margem direita do Ribeirão das Lajes e fora do curso d’água, onde  estão em construção as estruturas mais importantes  da hidrelétrica: a tomada d’água, o canal de adução, a casa de força, a área de sucção, além do vertedouro e canal de dissipação.

Para o desvio, serão executadas as chamadas ensecadeiras (lançamento de pedra e argila). Essas estruturas serão responsáveis pelo isolamento do trecho do rio em que será construída a barragem definitiva para a contenção da água.

Quando a obra estiver concluída, as estruturas de concreto terão quase 29 metros de altura, o equivale a um prédio de aproximadamente nove andares.

Neste mês de maio, além da execução das duas ensecadeiras (montante e jusante), serão ajustados o nível para a vazão d’água nas estruturas internas da hidrelétrica e a retirada do sépto (sedimentos que formam a margem do rio) na área em frente ao vertedouro e junto ao chamado canal de fuga.  Com essas modificações o fluxo d’água seguirá para as instalações internas da usina para em seguida retomar o leito natural do rio (veja ilustração com o passo-a-passo da operação de desvio do Ribeirão das Lajes).

Compromisso com a qualidade da água

Um dos compromissos do empreendimento é garantir a qualidade da água durante e depois da construção da usina. Para tanto, antes mesmo do início das obras, a Lightger contratou a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UniRio para realizar o monitoramento das águas do Ribeirão das Lajes. Com a proximidade da operação de desvio do rio este trabalho foi intensificado. Durante toda execução desta etapa do projeto, serão coletadas informações sobre a turbidez da água. Se houver chuva intensa ou qualquer outra intervenção no rio neste período serão feitas coletas para analisar a qualidade da água a cada três horas.

O programa de monitoramento da qualidade da água realizado pela PCH Paracambi é muito importante porque o Ribeirão das Lajes alimenta o reservatório do Guandu, que abastece a capital do Estado do Rio e outros municípios.

Sobre a PCH Paracambi

A construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Paracambi é um empreendimento da Lightger S/A , empresa formada pelos acionistas Light S.A e Cemig Geração e Transmissão S/A.

Duas empresas são responsáveis pela parte de construção da usina: Orteng e Quebec, que juntas formam o Consórcio Construtor Paracambi (CCPA).

A previsão é de que a PCH Paracambi esteja pronta para operar em 2012. Quando entrar em plena operação, com as duas unidades em atividade, a usina terá capacidade de instalação de 25 MW, energia suficiente para abastecer uma cidade de 120 mil habitantes.

O projeto abrange os municípios de Paracambi (77 km do Rio de Janeiro), na Baixada Fluminense, local da construção da barragem, Itaguaí e Piraí, para onde se estenderá o reservatório (lago artificial)  com aproximadamente 9 Km.

Prioridade para mão de obra local

A construção da PCH Paracambi teve início em novembro de 2009.  Um dos compromissos do empreendimento é capacitar e utilizar a mão de obra local.

Dentro desta perspectiva, já foram oferecidos cursos para pedreiro, soldador, armador e carpinteiro, além de palestras de SMS (Saúde, Meio Ambiente e Segurança). Ao todo, foram oferecidas 370 vagas. Em novembro de 2010, quando a obra completou um ano, a PCH Paracambi estava com 392 operários, sendo 213 moradores da região.

Passo-a-passo operação desvio do Ribeirão das Lajes

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