4ª fase de desvio do rio para implantação da PCH Paracambi

Dia 20 de setembro, a Pequena Central Hidrelétrica – PCH Paracambi realizará a 4ª fase de desvio do Ribeirão das Lajes para a implantação da usina. Nesse dia, a população não poderá realizar qualquer atividade (navegar, pescar, tomar banho) nas margens do Ribeirão das Lajes e Córrego do Onça, nem permanecer nas áreas demarcadas do reservatório. É importante respeitar as sinalizações de placas e faixas e não deixar animais soltos no local.

Nesta operação, o nível das águas do Ribeirão das Lajes deverá subir e sair da calha natural em alguns trechos, principalmente do ponto onde está sendo construída a usina, em Paracambi, num trecho de 9 Km antes da barragem (a montante) até a ponte da Dutra sob o acesso a Cacaria, distrito de Piraí. Também haverá variação na vazão d’água num trecho de 2 km após a usina (jusante) até a ponte do Carneiro, na RJ 127, em Paracambi.

Para tanto, a PCH Paracambi divulgou o Plano de Segurança e Alerta, com a distribuição de materiais informativos: folhetos, cartazes, faixas, além da instalação de placas e divulgação de spots em rádios e carros de som no entorno da área de influência.

Essas ações contam ainda com o apoio da Polícia Militar, da Brigada Florestal, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. O Plano de Segurança e Alerta tem natureza preventiva, com o objetivo de garantir a segurança dos proprietários, usuários e moradores das margens do Ribeirão das Lajes.

A data da operação foi acordada com a Companhia Estadual de Águas e Esgoto – Cedae e acontece concomitante com a paralisação programada para manutenção da Estação de Tratamento de Água – ETA Guandu. A Lightger realizou ainda os estudos hidrológicos, que consideram o trecho do rio desde o reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Pereira Passos, da Light, em Piraí, até o ponto de captação de água da Cedae, no rio Guandu, em Seropédica.

O Plano de Segurança e Alerta tem interface direta com o Programa de Resgate de Fauna e Ictiofauna, que é executado na área diretamente afetada com a formação do reservatório. O programa tem como objetivo minimizar os impactos sobre a fauna terrestre local e resgatar animais que possam ficar ilhados ou serem afetados com a elevação do nível das águas. O resgate da ictiofauna será realizado a jusante do barramento nos locais onde possa ocorrer a formação de poças de água que aprisionem os peixes.