Light inaugura hidrelétrica PCH Paracambi

Após dois anos e seis meses de obras, Light e Cemig inauguraram, dia 31 de maio, a PCH Paracambi. A usina já nasce para entrar na história, ao marcar a volta dos investimentos da Light no negócio de geração. Uma terceira empresa foi formada para levantar o empreendimento de R$ 200 milhões: a Lightger, Light Geração. A nova usina começa a operar com capacidade para produzir 25 MW de energia limpa e renovável, suficiente para abastecer uma cidade com 120 mil habitantes ou 50 mil residências.

Na inauguração, além dos presidentes da Light, Jerson Kelman, e da Cemig, Djalma Morais, esteve presente o vice-governador do Estado do Rio, Luiz Fernando Souza, o Pezão. “O estado do Rio vive um momento muito especial. São eventos, investimentos, 80% das encomendas do pré-sal serão produzidas em nosso estado. Por isso, precisamos tanto desta energia”, disse o vice-governador ao presidente da Light.

“Podem ter certeza que a Light é parceira do Rio nesta retomada do desenvolvimento no estado. A inauguração desta usina é muito significativa”, afirmou Kelman. O presidente da Cemig, Djalma Moraes, disse que as parcerias com a Light não param por aí e que a maioria dos projetos será viabilizada por meio da concessionária fluminense. “Estaremos juntos em diversos empreendimentos, desde a construção de uma UHE, em Itaocara, no Noroeste do estado do Rio, até a participação acionária em Belo Monte”, disse o presidente da Cemig, explicando que a empresa teria uma participação de 10% no megaempreendimento da hidrelétrica no rio Xingu, no Pará. Djalma Morais confirmou ainda o investimento da dupla Cemig/Light em usinas eólicas.

Segundo Kelman, a distribuição continua sendo o grande negócio da Light. Ano passado, a companhia investiu quase um bilhão de reais, sendo 700 milhões na área de fornecimento de energia. Mas o presidente revela que a tendência é o aumento gradual de investimentos no parque gerador a partir de 2013. “Este ano não previmos orçamento para geração, mas voltaremos a investir na área. O mais importante nisto tudo é termos uma visão de longo prazo. Isto significa aplicação de recursos para que as melhorias do sistema de distribuição e geração de energia não parem e a população tenha realmente um serviço de qualidade. Prestadores de serviços têm que ter essa responsabilidade social, de garantir um serviço de qualidade à população”, garante Kelman.

O vice-governador destacou ainda a importância de poder voltar a contar com a Light e com toda a força histórica de uma empresa centenária. “É muito bom ver novamente a Light em boas mãos”, comentou Pezão.

A hidrelétrica

A hidrelétrica abrange o município de Paracambi (a 77 km do Rio de Janeiro), na Baixada Fluminense, local da construção da barragem, e também Itaguaí e Piraí, para
onde se estende o reservatório, com 2,37 km², ou 237 hectares.

A hidrelétrica de Paracambi passa a incorporar o complexo de Lajes,
que hoje é constituído pelas usinas hidrelétricas de Fontes Novas, Nilo
Peçanha e Pereira Passos. Além desse novo empreendimento, a Light e a Cemig
são parceiras no projeto de construção da hidrelétrica de Itaocara, no rio
Paraíba do Sul, que terá capacidade de produção de 151 MW.

Como funciona uma PCH

As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) têm capacidade para produção entre 1 a 30 megawatts, e a área total do reservatório de água (lago artificial) é de, no máximo, 3 km². Por terem pequeno porte e estarem próximas do consumidor, essas usinas reduzem o custo de transmissão e dão maior a estabilidade ao fornecimento de energia elétrica. Outra vantagem é que esses projetos têm reservatórios menores, diminuindo o impacto ambiental. Esse tipo de hidrelétrica é utilizado principalmente em rios de pequeno e médio porte, como é o caso do Ribeirão das Lajes, em Paracambi.

As PCHs têm sido apontadas por ambientalistas como uma tendência. As usinas de pequeno porte multiplicam as possibilidades do aumento da geração de energia hídrica, uma fonte limpa que responde por 75% da matriz energética brasileira.