História / Saiba um pouco mais da história do Complexo Lajes

A Usina Fontes Velha, a primeira usina do Complexo de Lajes, foi a maior hidrelétrica brasileira e uma das maiores do mundo quando iniciou a operar em 1908 e encontra-se desativada desde 1989. A construção da usina, com seis unidades geradoras de 4 MW de capacidade cada, e da Barragem de Lajes iniciou-se em 1905 para aproveitar os recursos hídricos disponíveis no Ribeirão das Lajes, da ordem de 5,5 m³/s, para gerar energia elétrica para atender ao mercado do Rio de Janeiro, então Distrito Federal.

No início do século passado, a Usina Fontes Velha garantiu sozinha as necessidades de energia elétrica da área de concessão da Light no estado do Rio de Janeiro.  

 Em 1907 o governo do estado do Rio de Janeiro deu autorização para aumentar a disponibilidade hídrica do Reservatório de Lajes pelo desvio parcial das águas do rio Piraí, afluente do rio Paraíba do Sul.

O Desvio de Tocos começou a funcionar em 1913, após o término da construção da Barragem de Tocos – no trecho do rio Piraí que corta o município fluminense de Rio Claro -, o que fez com que as águas do Piraí pudessem ser encaminhadas para o túnel de Tocos, com 8,5 km de comprimento. Assim, o Reservatório de Lajes passou a receber através do túnel, por gravidade, uma contribuição média de 12 m³/s do rio Piraí. Essa contribuição permitiu que fossem instalados mais 2 geradores de 12,5 MW na Usina Fontes Velha, que passou a ter capacidade de geração de 49 MW com seus 8 geradores.

A última etapa deste subsistema foi a construção da Usina Hidrelétrica Fontes Nova, com capacidade instalada atual de 132 MW, com 3 unidades geradoras de 44 MW, que entraram em operação em 1940, 1942 e 1948, respectivamente. Sua viabilização foi baseada no aumento das vazões regularizadas decorrentes do alteamento sucessivo da Barragem de Lajes que, através de quatro etapas de obra entre 1940 e 1958, passou da cota 404 m para 432 m.

Na sua atual condição, o Reservatório de Lajes opera no nível d’água máximo normal de 415 m, cota na qual conta um volume útil de 445 milhões de metros cúbicos para regularização das vazões, e constitui-se em reserva estratégica para suprimento de água da região metropolitana do Rio de Janeiro.